Narrativas digitais

Nos workshops do STORYline desafiamos os participantes a envolverem-se em atividades participativas e colaborativas que os colocam no centro do processo. Em conjunto e a partir das experiências e perspetivas de cada um, exploramos temas como cidadania, representação e participação.
O resultado dessas experiências são narrativas digitais: produções criadas pelos próprios participantes para dar forma e significado às suas histórias.

Porquê narrativas digitais?
As narrativas digitais são uma forma poderosa e multifacetada de dar voz a experiências pessoais e coletivas. Permitem expressar ideias de forma criativa e multimodal, combinando texto, imagem, som e vídeo, e tornam temas complexos em histórias acessíveis e envolventes. Para além disso, permitem explorar e desenvolver competências de literacia mediática e da informação, estimulam o pensamento crítico e reforçam o sentido de participação e pertença.

O arquivo STORYline

E porque estas histórias merecem ser preservadas, as narrativas digitais recolhidas ao longo do projeto ficam guardadas no arquivo STORYline. Criadas por pessoas de diferentes gerações, de vários pontos do país, estas narrativas são um reflexo plural e diverso do que significa ser cidadão em Portugal. Cada história carrega uma perspetiva única preenchida por memórias, experiências, expectativas e formas de estar e de participar na sociedade. Juntas, constroem um retrato coletivo rico e multifacetado da cidadania intergeracional.

O STORYline é, assim, um espaço de memória viva, onde estas vozes se encontram e são preservadas para o futuro.

12 de março de 2026, Vila Real

A 12 de março de 2026, visitámos a UTAD para falar sobre representações mediáticas e diversidade. Trabalhámos com um grupo de estudantes universitários numa sessão participativa e colaborativa, onde partilharam as suas histórias, experiências e olhares sobre o que significa ser, ou não, representado nos media e na sociedade.

Das conversas e atividades dessa manhã, nasceu uma narrativa digital que dá voz às suas vivências de cidadania, refletindo perspetivas sobre identidade, inclusão e representação. É esse resultado que aqui partilhamos.

Clique para ver o resultado final.

19 de março de 2026, Lisboa

A 19 de março de 2026, visitámos o Centro Paroquial Campo Grande, em Lisboa, para realizar um workshop com um grupo de participantes seniores. Ao longo da sessão, explorámos o tema das divisões digitais intergeracionais – o que separa e o que aproxima as diferentes gerações no seu relacionamento com os media e a tecnologia.

Partilharam connosco as suas práticas, hábitos e experiências mediáticas: o que consomem, como comunicam, o que os media representam nas suas vidas e de que forma se sentem e integram num mundo cada vez mais digital. Das suas palavras e memórias nasceram narrativas digitais que revelam o olhar de uma geração sobre a sociedade e os media de hoje. É esse resultado que aqui partilhamos.

Clique para ver o resultado final.

20 de março de 2026, Valença

A 20 de março de 2026, visitámos Valença para realizar um workshop no Centro de Convívio VerdeVejo, com um grupo de seniores. Num ambiente acolhedor e próximo, embarcámos numa viagem de autoexploração e reflexão coletiva em torno das histórias que nos definem – as nossas, as dos outros e das comunidades que integramos. O tema das identidades e histórias individuais e coletivas guiou a conversas e as atividades, convidando cada participante a revisitar as suas memórias, a partilhar as suas experiências e a (re)descobrir o que os define enquanto cidadãos.

Das histórias que foram surgindo nasceram narrativas que capturam a riqueza e a complexidade dos percursos de vida dos participantes e dos momentos que os definiram como cidadãos.

Clique para ver o resultado final.

24 de março de 2026, Porto

A 24 de março de 2026, visitámos a Universidade Lusófona, no Porto, para realizar um workshop com um grupo de estudantes de Comunicação. Ao longo da sessão, refletimos sobre as complexidades das divisões digitais intergeracionais e sobre as diferentes dinâmicas que aproximam e afastam diferentes gerações no acesso e uso dos media digitais.

Os participantes trouxeram para a conversa os seus próprios olhares, enquanto geração mais jovem, mas também enquanto observadores atentos das dinâmicas familiares e sociais que caracterizam as suas relações (digitais e não só) com tios, pais e avós. Das discussões resultaram narrativas digitais que cruzam pensamento crítico e experiência pessoal, propondo novos caminhos para uma sociedade mais conectada entre gerações.

Clique para ver o resultado final.

26 de março de 2026, Coimbra

A 26 de março de 2026, realizamos um workshop com um grupo de estudantes de Comunicação da Universidade de Coimbra. Num ambiente especialmente diverso, com participantes portugueses e estudantes provenientes do Brasil e de Itália, surgiram conversas ricas decorrentes de diferentes vivências. Ao longo da sessão, analisámos representações mediáticas de vários grupos sociais, incluindo os seus próprios, e discutimos estereótipos e preconceitos presentes nos media. Esta diversidade de origens e olhares enriqueceu as conversas, trazendo uma multiplicidade de perspetivas culturais sobre o que significa ser representado, incluído ou, por vezes, estereotipado.

Das atividades nasceram narrativas digitais centradas na inclusão e na representação, que dão voz a experiências pessoais de identidade e pertença, atravessando fronteiras geográficas e culturais.

Clique para ver o resultado final.

8 de abril de 2026, Vila Real

No dia 8 de abril fomos a Vila Real realizar um workshop sobre divisões digitais intergeracionais, com um grupo de seniores da Academia Sénior de Sabrosa. Neste workshop, explorámos as suas conceções de digital, relacionando-as com objetos e tecnologias que marcaram as suas vidas e que estão associados às suas memórias e experiências.

A tecnologia é sobretudo entendida como uma ferramenta, sendo reconhecida a necessidade de uma aprendizagem contínua, uma vez que as tecnologias estão em constante mudança. Esta adaptação é particularmente evidente quando a tecnologia é introduzida no contexto profissional e passa a constituir uma obrigação laboral.

A diferença geracional não se traduz, assim, apenas numa diferença de idade, mas também numa diferença de experiências tecnológicas e materiais. Diferentes gerações crescem com diferentes conceções de tecnologia e utilizam ferramentas distintas para diferentes finalidades. Neste contexto, os familiares e, sobretudo, os mais jovens podem assumir um papel importante enquanto mediadores e pontes intergeracionais, contribuindo para a inclusão digital e para o desenvolvimento de competências digitais nas gerações mais velhas.

6 de maio de 2026, Vila Real

No dia 6 de maio visitamos as Escolas de São Pedro de Vila Real, onde exploramos temas de envolvimento cívico e justiça social com duas turmas de jovens do ensino secundário.
Neste workshop, os jovens associaram a justiça social sobretudo a valores como igualdade, liberdade, direitos humanos, equidade e solidariedade. O envolvimento cívico foi entendido como uma forma de participação coletiva na defesa de direitos e no combate às injustiças, através de movimentos sociais, protestos e outras formas de mobilização. Os participantes demonstraram também consciência relativamente a diferentes formas de desigualdade, nomeadamente relacionadas com o racismo, o género e as condições económicas, identificando movimentos como o Black Lives Matter, o feminismo, o movimento LGBTQI+, os movimentos sufragistas e laborais, bem como greves e manifestações.
No âmbito do workshop, os participantes foram ainda convidados a criar narrativas digitais sobre uma causa ou questão social, com o objetivo de promover a reflexão e sensibilização. Neste contexto, o digital surge não apenas como uma ferramenta tecnológica, mas como um espaço de expressão, comunicação e participação cívica, permitindo contar histórias, dar visibilidade a causas e sensibilizar para diferentes questões sociais.

22 de maio de 2026, Queluz

A 22 de maio, o projeto STORYline visitou o Projeto Raízes, em Queluz, para realizar um workshop sobre divisões digitais intergeracionais. Exploramos como estas não se limitam ao acesso aos dispositivos, envolvendo também diferentes formas de utilização, competências, confiança e relação com o digital.
Os jovens percecionam a esfera digital como um espaço de tecnologia, internet, comunicação e ligação ao mundo, integrado no quotidiano através de aplicações e plataformas. Entre gerações, identificam diferenças nas aplicações utilizadas e na dependência do digital: os mais jovens são vistos como mais dependentes do telemóvel e da internet, enquanto os mais velhos apresentam uma utilização mais restrita, como email, Facebook, YouTube e televisão.
Os participantes compreenderam ainda que a desigualdade digital não se resume ao acesso, estando também relacionada com a qualidade da internet, os equipamentos disponíveis, o acesso à informação e as competências digitais. Sendo identificada a pandemia como um momento onde estas desigualdades foram evidenciadas, mostrando como diferentes condições de acesso podem afetar a participação e a aprendizagem.

Clique para ver o resultado final.

16 de julho de 2026, Lagos

A 16 de julho desenvolvemos um workshop sobre histórias individuais e coletivas no Laboratório de Actividades Criativas (LAC), em Lagos, com um grupo de pessoas de diferentes idades. Um dos principais achados foi a transversalidade de temas entre diferentes grupos etários, com os participantes a identificarem experiências comuns relacionadas com a família, a deslocação e o impacto de deixar a família ou a região de origem em busca de melhores oportunidades de trabalho ou educação, bem como com a perda e o luto de familiares.

Outro aspeto relevante foi a perceção de que a comunicação e partilha de histórias podem contribuir para combater a solidão e promover sentimentos de pertença, reforçando o valor da narrativa enquanto espaço de partilha e conexão entre pessoas.

No final, os participantes foram convidados a construir uma narrativa digital. Os grupos intergeracionais procuraram trabalhar de forma colaborativa, mobilizando as competências e conhecimentos específicos de cada participante. Este processo evidenciou uma preocupação com a colaboração, a escuta e a concordância entre os diferentes elementos, valorizando a contribuição de cada geração para a construção coletiva da narrativa.